O corpo. Esse incrível ausente na imensidão do universo, vaga livremente e retoma ao ser que lhe criou. Na falta de um corpo fica a memória, a transplantariedade do (não) ser, fica uma lembrança que aos poucos se torna fugidia às palavras, mas se fixa na memória como o mesmo sonho que insiste em ser sonhado. O olho é o grande farol deste corpo impetuoso e imperioso, ele é guiado por outro olho que a tudo ver e sem saber despenca no penhasco sublime dos sonhos e uma névoa, que não é branca, nem cinza, simplesmente uma névoa toma conta do ser. E o corpo se perde sem encontrar nenhum abrigo dentro de si.
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